A ideia deste trabalho iniciou em meados de Julho de 2017 durante uma visita ao MARGS em Porto Alegre/RS onde foi observado que o público presente passava mais tempo contemplando uma pintura do que uma fotografia.

Baseado nesta experiência, chegou-se a conclusão de que ainda valorizamos mais as pinturas pelo seu esforço, tempo de criação/produção e ter sua prima exposta, diferente de uma fotografia, onde não vemos os negativos e nem seus arquivos já que ambos passam por um processo mecânico aliado a pós produção para sua reprodução e exibição descaracterizando a obra principal.

O projeto foi desenvolvido a fim de testar a curadoria, os organizadores, artistas e expectadores. Esta exposição é a quebra de paradigmas ao ponto de vista da artista, devido a analises pessoais sobre como a fotografia vem sendo exibida e observada por meios de reprodução impressa ou digital, que não seus registros originais, sua obra prima.

Proponho, a partir destas reflexões, expor 9 negativos primos autorais em suas superfícies originais, acetato de celulose e brometo de prata. Os mesmo poderão ser contemplados através de caixas de luz projetadas para cada frame, de dimensões 10 cm X 10 cm aproximadamente, conforme ilustrado abaixo:

Cada caixa de luz é produzida em aço e vidro, possuindo um circuito de LED independente sustentado por pilhas individuais que poderão ser ligadas e desligadas a qualquer momento, nem a necessidade de ser exposto em ambiente fechado e dispensando qualquer dependência de energia tradicional.

A primeira exibição ocorreu no evento Mostra Camaleoa - Mulheres Fazendo Arte, que ocorreu durante 11 e 14 de Outubro de 2018 na Galeria de Municipal de Arte de Balneário Camboriú.

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