INSCRIÇÕES ABERTAS PARA OFICINA DE FOTOGRAFIA ANALÓGICA EM PRETO E BRANCO
O projeto tem como objetivo a preservação e difusão dos conhecimentos teóricos e práticos sobre a Fotografia Analógica com foco em películas preto e branco
A oficina “Analogic Wonderland - Fotografia Analógica: Preservação Teórica e Prática” foi criado com o objetivo de oferecer um caminho possível para artistas e entusiastas que buscam conhecimento para se expressar através desta forma de arte e que almejam descobrir novos caminhos ou se iniciar na produção artística através da fotografia analógica.
Contando com a supervisão e tutoria de Brianne Lee espera-se que ao final do curso os participantes tenham noção clara dos aspectos básicos de iluminação e composição de imagens, bem como dos processos de revelação e ampliação e estejam aptos a dar continuidade aos conhecimentos e saberes da fotografia analógica.
Os encontros acontecerão no período de 4 dias, em Março e Abril, quando serão realizadas aulas teóricas e práticas, totalizando cerca de 20 horas/aula que são oferecidas gratuitamente, incluindo todos os insumos para a realização das práticas.
Como resultado do projeto será realizado uma exposição gratuita das obras produzidas pelos participantes da oficina
As inscrições estão abertas até o dia 23 de março e podem ser feitas aqui.
A lista com os selecionados e segunda chamada será divulgada no dia 24 de março.

Fotografando desde 2010.
Revelando desde 2021.
Encorajando a fotografia desde sempre.
Brianne Lee possui mais de uma década de experiência na área de fotografia. É entusiasta da fotografia química, já despontou em exposições nacionais e internacionais, além de produzir capas de álbuns virtuais, cds e vinis e livros. Brianne, também é criadora do Laboratório Briannstorm, laboratório analógico e manual especializado em películas 35mm. Já foi contemplada em projetos de incentivo e ministrou oficinas de fotografia química (analógica) em preto e branco.


Duas coisas me fazem estar onde estou: o amor incondicional pela fotografia química que foi herdado de meus pais e a certeza de que se um dia a internet e a energia elétrica que abastecem os nossos celulares e computadores for inacessível, todas as minhas memórias estarão a salvo em película.
A fotografia química (ou analógica como preferem dizer), é um ato de resistência, de permanência e de garantia de existência. É um exercício não apenas para parar a correria do cotidiano e capturar o belo, mas o momento de liberdade criativa, de expressão e de reflexão. Ninguém guarda aquilo que não lhe serve, e partindo dessa lógica, cada frame conta muito. Se são 12 poses, quais as 12 coisas mais importantes que quero olhar no futuro? Quais seriam os 12 momentos dos quais quero conversar sobre no futuro? A fotografia química não é um artefato cult e de tendencia, é a maior ferramenta de salvaguarda das nossas emoções.
Como laboratorista manual eu tenho dois bônus que me trazem enorme felicidade: O primeiro, é poder viver um tempo sozinha de reflexão e resolução quando estou no escuro ou agitando os tanques. Oficio nenhum jamais me proporcionou tal paz. O segundo é poder viajar através das fotografias como se eu fosse parte daquelas memórias. Por exemplo, esse ano eu fui para Paris, andei de barco na Amazonia, acompanhei uma tour dos Boogarins, fiz piquenique no parque, comemorei uma gravidez e brinquei com um coelho branco. É a mesma sensação de que temos ao ler um ótimo livro, só que esses livros são curtos e com imagens. Sou grata por poder viver isso num mundo onde todo mundo só se preocupa com quantidade de like e seguidor.